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Endometriose: SabendEndo e ApredendEndo a Conviver!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

NOVO MEDICAMENTO PARA O TRATAMENTO DE ENDOMETRIOSE


A endometriose está associada à dor na menstruação (dismenorreia) e também à dor pélvica crônica.

A Abbott e a Neurocrine Biosciences acabam de anunciar acordo de colaboração para desenvolver e comercializar Elagolix para o tratamento da dor causada pela endometriose. Elagolix é o primeiro antagonista liberador do hormônio gonadotrofina (GnRH) de uso oral, cujos estudos de fase "2b" sobre seu uso em endometriose foram recentemente completados. Além de aplicação em endometriose, Elagolix vem sendo avaliado para o tratamento de fibróides uterinas.


“Uma ampla análise clínica e pré-clínica com Elagolix sugere que este medicamento pode representar um importante avanço para mulheres com endometriose e fibróide uterina, condições altamente prevalentes, mas carentes de novos tratamentos”, afirmou Dr. John Leonard, vice-presidente sênior de desenvolvimento e pesquisa de produtos farmacêuticos da Abbott.


Elagolix inibe os receptores do hormônio liberador da gonadotrofina (GnRH) na glândula pituitária e reduz, basicamente, os níveis de hormônios sexuais em circulação. Elagolix tem um perfil que permite a supressão parcial de estrogênio e mantem estradiol em níveis de baixo a normal, o que reduz a dor, ao mesmo tempo em que evita perda óssea significativa ou outros efeitos adversos que em alguns casos pode ser associada com a supressão excessiva de estrogênio. Em estudos de Fase II, Elagolix tem demonstrado ser eficaz na redução da dor associada à endometriose. Até o momento, Elagolix tem sido estudado em 18 estudos clínicos que totalizam mais de 1.000 teses.


A endometriose está associada a uma série de sintomas, sendo os mais comuns a dor na menstruação (dismenorreia) e também dor pélvica crônica durante todo o ciclo menstrual e infertilidade. A Fundação Mundial de Pesquisa de Endometriose estima que existam cerca de 100 milhões de mulheres em todo o mundo que sofrem de endometriose. Com o gasto anual no tratamento da dismenorreia e a perda de produtividade causada pela dismenorreia de aproximadamente US$ 4 mil por paciente, o impacto financeiro direto e indireto causado pela endometriose deve ultrapassar os US$ 20 bilhões somente nos Estados Unidos.

A fibroide uterina é tumor benigno que se forma na parede do útero. É o tipo mais comum de tumor na pélvis da mulher e mais comum em mulheres de 30 a 40 anos de idade. Apesar de algumas mulheres não apresentarem sintomas, dependendo do tamanho, localização e número de tumores, a fibroide uterina pode causar forte sangramento menstrual, pressionar a bexiga e o reto e causar dor e náusea. Os sintomas também podem incluir aborto e infertilidade. Dependendo dos sintomas, o tratamento pode ser cirúrgico.


Fonte: Scientific American Brasil

4 comentários:

  1. É bom que a indústria farmacêutica esteja preocupada em produzir novos medicamentos contra a dor causada pela endometriose... Está certo, ainda não é a cura, mas o fato das empresas "brigarem" entre si para ver quem tem o melhor medicamento para nossa doença, é bom sinal... Sinal de que mais novidades devem aparecer!!!

    Bjssss

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  2. Olá Lu meninas gostaria de sabe se alguma de vcs ja tomaram esse medicamento? E como foi o resultado?
    Bjs tudo de muito bom!!

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  3. Oi, Cris!!! Na verdade, este medicamento ainda está em fase de teste! Esperamos que concluam logo e que os resultados sejam satisfatórios! Seria bom um medicamento que nos ajudasse a controlar as dores da endometriose sem nos fazer sofrer com os efeitos colaterais, não é? beijoss

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  4. Essa dor parece que nao tem fim nunca espero que esse medicamento possa ajudar pessoas como eu

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